Adolf Hitler: Onde estão os descendentes do ditador Alemão?

Adolf Hitler: Onde estão os descendentes do ditador Alemão?

A data, era 30 de Abril de 1945, um única notícia se ouvia em todos os cantos do mundo, emissões de rádios, conversas pelas ruas, Adolf Hitler estava morto. Um dos momentos mais memoráveis da história moderna, naquela altura a Alemanha já estava plenamente derrotada na guerra, sua capital havia sido totalmente tomada pelos aliados. Isolado no subsolo de seu Bunker, Hitler viu as esperanças sumirem como uma gota de água num oceano e, movido pelo medo de ser capturado e julgado, decidiu por fim a sua própria vida ao lado de sua mulher, Eva Braun, que segui o caminho de seu Marido tendo o mesmo fim. Seus corpos foram levados ao chamado Jardim da Chancelaria e queimados com gasolina para seus restos mortais jamais fossem recuperados.

Com esse ato extremo, de caracterizava seu temperamento em vida, Hitler não apenas selou o fim da guerra, mas também o fim de sua linhagem Genética, Hitler, diferente da Maioria dos grandes líderes históricos, jamais teve um filho e deixou o mundo sem nenhum descendente que pudesse carregar o peso de seu sobrenome.

No entanto, a história da Família de Hitler não começou com Adolf, afinal, ele teve seus próprios antecessores, todos eles compartilhando o sangue do maior ditador da história moderna, A descoberta de um suposto parente de Adolf Hitler nos Estados Unidos, moveu Jornalistas do mundo inteiro, mas, até que ponto isso é real? O que aconteceu com a família de Hitler antes e depois da guerra? Para responder essas perguntas, o Arquivo Incomum decidiu seguir as pistas e possivelmente recriar baseando-se nas informações existes a árvore genealógica de Adolf Hitler.

Como surgiu o sobrenome Hitler

Imagem de Johann Nepomuk Hiedler

Em Maio de 1842, Anna Schickelgruber casou-se com Johann Nepomuk Hiedler, por conta de um erro burrocrático o nome da Família foi mudade de Hiedler para Hitler, estes tiveram um filho, que se chamou Alois, Alois Hitler, nascido Dollersheim, Áustria, em 1837. Anna faleceu em 1847 e Alois foi criado pelo irmão de seu pai, 
Johann Nepomuk Hiedler.

Alguns anos se passaram e em 1873, ele se casou com Anna Glasl, a filha adotiva de cinquenta anos de um coletor de alfândega, e em 1876, Klara Polzl, de dezasseis anos deixou sua casa para viver em casa de seu primo do segundo grau, Alois Hitler, que pouco depois iniciou um relacionamento sexual com outra empregada de sua casa, Franziska Matzelberger. Em 1877, Alois mundou seu nome oficialmente de Schickelgruber para Hitler, há quem diga que ele fez isso para herdar o dinheiro de Johann Nepomuk Hitler, seu pai.

Franziska via Klara como uma rival em potencial e insistiu que ela deixasse a casa, e então em 1882, Fraziska deu á luz a um filho chamado Alois. Quando Anna Glasl(Hitler) morreu em 1883, Alois casou-se com Franziska, que dois meses após o matrimônio deu á luz a segunda filha, Angela Hitler. Franziska contraiu tuberculose e Alois convidou Klara, sua prima para voltar a morar com eles e cuidar de seus dois filhos pequenos, e em Agosto de 1884, com vinte e três anos, Franziska morreu. Alois também não tardou em inciar um relacionamento sexual com Klara e, em 7 de Janeiro de 1885, eles de casaram. Como eram primos em segundo grau, precisaram solicitar uma dispensa episcopal para que o casamento fosse permitido.

Os irmãos diretos de Adolf Hitler gerados por sua mãe

Foram estes os filhos que Alois gerou com Klara, após o matrimônio:

  • Gustav Hitler
  • Ida Hitler
  • Otto Hitler
  • Adolf Hitler
  • Paula Hitler
  • Edmund Hitler

Destes seis citados, quatro morreram ainda na infãncia, com isso, apenas Paula Hitler e Adolf chegaram a vida adulta. A família Hitler sempre viveu em um ambiente conturbado, Klara era uma mãe submissa e profundamente religiosa, Alois, um pai agressivo e pouco presente na vida familiar, isso foi completamente absorvido por Adolf, e essa violência foi direcionada para sua irmã mais nova, Paula, a partir da morte de seu pai, falecido a 3 de Janeiro de 1903, em seu diário, paula escrevera: “Mais uma vez, sinto a mão do meu irmão em meu rosto“,

No governo de seu irmão, Paula não teve nenhum papel relevante, nem era considerada uma figura influente, quando a Alemanhã foi derrotada, em 1945, Paula foi presa, passando por dois meses de interrogatório, lá, ela descreveu sua relação com Adolf como uma mistura de brigas constantes e afeto, e afirmou não conseguir acreditar que ele fosse responsável pelo Holocausto, por fim, ela faleceu aos 64 anos, sem nunca ter se casado, ou, similar ao seu irmão, sequer deixado filho, portanto, Não existe nenhum descendente direto de Adolf Hitler, sua ávore genealógica teoricamente acabada com a morte dele e de sua irmã, Paula. O problema é que seu pai, Alois, se casou várias vezes, e teve outros filhos.

Os outros irmãos de Adolfo Hitler

No seu primeiro casamento com Anna, Alois não teve filho algum, porém, no seu segundo, conforme mencionado anteriormente no seu casamento com Franziska Matzelberger, Alois, Pai de Adolf, teve dois filhos, o primeiro é Alois Hitler Jr e a segunda é Angela Hitler, os dois, meios irmãos de Adolf, ambos tiveram uma relação muito mais próxima com Adolf do que com sua irmã de sangue, Angela chegou a ocupar alguns cargos de mais importantes dentro do governo Nazista.

Alguns anos depois, Angela se casou com Leo Raubal com quem teve 3 filhos, nomeadamente:

  • Leo Raubal Jr
  • Geli Raubal
  • Elfriede Raubal

Leo Raubal Jr, o mais conhecido dos três, chegou a ser convocado para servir a força aérea Alemã durante a segunda guerra mundial, durante a batalha de Stalingrado, Leo foi gravimente ferrido, o general do pelotão sabendo de seu parentesco com Adolf, pediu que ele fosse mandado embora, mas Adolf Hitler recusou-se categoricamente, afirmando que nenhum soldado poderia abandonar a linha de frente, não muito tempo após o episódio Leo foi capturado pelos soviéticos e usado como moeda de troca, pois, alguns dias antes, a Alemanha havia capturado Yakov Dzhugashvili, filho de Josef Stalin. Porém, Stalin recusou a troca, afirmando veementente que “Guerra é guerra“.

Leo permanceu em cativeiro soviético por 12 anos, após seu libertado em 1975, passou a viver uma vida discreta com sua esposa, Herta Schneider e seu filho, Peter Raubal, E, precisamente aqui é onde terminam os registros mais confiáveis sobre a genealogia de família Hitler, afinal, eles passaram a manter silêncio absoluto sobre sua relação com Adolf, evitando qualquer tipo de esposição pública.

E os outros familiares de Adolf Hitler?

Para continuar, precisamos voltar a nossa atenção agora para Geli Raubal, outra filha de Angela, que teve uma convivência intensa e complexa com o próprio Hitler tendo chegado a morar junto em 1929, registros indicam que com o passar dos anos, houve mais do que apenas uma relação de tio e seobrinha, com pouco mais de vinte anos, Geli foi objecto de um facínio doentio por parte de Adolf, que a cercava com regras rígidas e um controle sufocante, o desfecho trágico de Geli Raubal aconteceu em 1931, após ser encontrada morta no apartamento de Hitler, em Munique.

Com mais esse fracasso só nos resta ir para a última filha de Angela, Elfriede Raubal, que jamais teve envolvimento direto no círculo íntimo de Adolf, o que o Arquivo Incomum descobriu, é que ela se casou com um homem chamado Heinrich Hochegger, registros apontam que, deste casamento surgiu ao menos um filho, Heiner Hochegger, nascido por volta de 1945.

A última ligação direta com Adolf Hitler

Imagem de William Patrick Hitler, Sobrinho de Adolf Hitler

Com todos os outros tendo suas vidas terminadas e outros com históricos apagados pelo silêncio, nos resta apenas um, Alois Hitler Jr, o meio irmão de Adolf Hitler. Este deu origem ao que é até hoje considerado o parente mais próximo de Hitler, no entanto, ele também rompeu laços com a família, e em 1909, conheceu Bridget Downling, uma jovem Irlandesa com quem se casou e fugiu para a Inglaterra, naquele país, a vida de Alois Jr seguiu marca por instabilidades, principalmente financeiras, nas foi lá que o casal teve seu único filho, William Patrick Hitler, sobrinho de Adolf, o que podemos considerar o ponto central de toda a história.

Com a atenção mundial de seu tio, William decidiu ir para a Alemanha antes da guerra, na intensão e exploração de possíveis vantagens profissionais pelo sobrenome que carregava, consta-se que o próprio Hitler ajudou-o arrumando um emprego no banco central da Alemanha, com o tempo, desconfiando que William queria apenas tirar vantagem dele e preocupado com o que o parente estrangeiro e ganancioso poderia causa á sua reputação, Adolf Hitler ordenou que William fosse vigiado pela GESTAPO, abreviação de Geheime Staatspolizei, que significa “Polícia Secreta do Estado“, que era a polícia política oficial da Alemanha Nazista, até que o clima de tensão culminou em um apisódio constragendor.

O que Aconteceu com William Patrick Hitler?

Em meiados da década de 30, William foi preso por engano em um café de Berlim, após se recusar a apresentar documentos, mas foi solto logo em seguida, após o incidente, as relações entre William e o regime Nazista rapidamente de deterioraram.

William, extremamente frustrado, escreveu uma carta diretamente a Adolf Hitler, exigindo um cargo de maior prestígio e melhores condições financeiras, mas não foi uma carta comum, foi uma carta com tom ameaçador, em parágrafos da carta, William deixava claro que caso não fosse atendido, revelaria segredos embraçosos da história da família para a mídia, curiosamente, Hitler cedeu ás ameaças, o que levanta várias questões sobre o passado da família Hitler, certamente alguma coisa que ele queria muito esconder. Especula-se que isso faz a referência ao seu Avô, Johann Nepomuk Hiedler, que trocou o nome de Hiedler para Hitler, provavelmente por causa de sua origem Judaica.

Pouco antes da guerra começar, William voltou para a Inglaterra, onde escreveu um livro intitulado de “Why I hate my uncle“, onde expôs detalhes íntimos sobre o comportamento de Adolf Hitler, o texto foi amplamente difundido e teve uma repercusão popular sobre o Hitler nos estados Unidos. Em Março de 1390, William e sua mãe foram para os EUA com o objectivo de realizar uma série de palestras, no entanto, nesse meio tempo a segunda guerra começou, tendo-os retido e impedido de regressar ao seu país.

O ódio de William Hitler

William Patrick Hitler wearing a US Navy Uniform

William tinha tanto ódio de seu tio, que chegou a coborar contra o Adolf, em 1944, William escreveu uma carta diratamente ao então presidente Americano, Franklin Delano Roosevelt, pedindo permissão para se alistar nas forças armadas Americanas, tendo recebido autorização para servir na Marinha dos Estados Unidos.

Com o final da segunda guerra e consequentemente do seu tio, William decidiu cortar definitivamente os laços com o sobrenome Hitler, muando legalmente seu nome para William Patrick Stuart-Houston, tendo passado a viver uma vida discreta num bairro em Long Island, nesse lugar ele se casou com Phyllis Jean-Jacques, com quem teve 4 filhos, e adotou um estilo de vida reservado, evitando qualquer exposição pública que pudesse reavivar seu passado ou colocar sua família em risco. Praticamente tudo que sabemos sobre os filhos de William são seus nomes:

  • Louis P. Stuart-Houston
  • Howard Ronald
  • Brian William
  • Alexander Adolf

É dessa família, que surge especulação sobre o pacto envolvendo os irmãos para que não tivessem filhos e acabar com a genética restante do maior ditador da história moderna. Por mais que isso nunca tenha sido provado, de facto nenhum dos quatro irmão teve filhos, em 2002, Alexander Adolf deu uma entrevista e afirmou que esse pacto jamais aconteceu.

Desfecho

A família de Alexander segue viva nos Estados Unidos, porém em uma perseguição insuportável, o fardo histórico e ético permeia todas as pessoas com uma possível ligação genética com Adolf Hitler, de modo que praticamente todos os seus descendentes conhecidos optiram por viver fora do radar da mídia sem jamais em hipótese alguma reeivendicar diretamente sua ligação com o ditador, possivelmente como forma de apagar o peso desse legado.

Graças a essa tentativa de desvincular sua imagem com a do ditador que se torna praticamente impossível rastrear todos os descendentes da família Hitler, assim, permanece o senso entre os historiadores de que os rastros genealógicos de Hitler terminam sem continuidade direta.

Com esse defecho nós enceramos a aprofunda análise genealógica de Adolf Hitler, fique ligado ás próximas publicações aqui, no Arquivo Incomum.

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