Mistério do Voo 571: Novas Evidências Revelam Detalhes Chocantes

Mistério do Voo 571: Novas Evidências Revelam Detalhes Chocantes

O voo 571 da Força Aérea Uruguaia transformou-se em um dos mais extraordinários casos de sobrevivência humana quando, em 13 de outubro de 1972, caiu nas geladas Cordilheiras dos Andes com 45 pessoas a bordo. Durante décadas, esta história continua nos fascinando pela brutalidade das circunstâncias e pela incrível vontade de viver demonstrada por aqueles que enfrentaram o impossível.

Quando o voo força aérea uruguaia 571 colidiu com uma montanha coberta de neve na Cordilheira dos Andes, aproximadamente um quarto dos passageiros morreu instantaneamente. Entretanto, o verdadeiro pesadelo apenas começava para os sobreviventes. Após 72 dias perdidos nas montanhas geladas, apenas 16 pessoas conseguiram retornar com vida. Nós conhecemos parte desta história através do filme recente “A Sociedade da Neve”, lançado no final de 2023, mas existem detalhes chocantes que continuam emergindo sobre esta tragédia que ocorreu a mais de 3 mil metros de altitude.

O desastre do voo 571 se desenrolou em múltiplos capítulos de horror e esperança. Primeiramente, o acidente em si, causado por erros de navegação e condições climáticas adversas. Em seguida, a luta diária pela sobrevivência no frio extremo. Posteriormente, a devastadora avalanche que ocorreu duas semanas após a queda, matando mais oito pessoas. Finalmente, a inacreditável jornada que levou ao resgate dos voo 571 sobreviventes, quando todos já haviam sido dados como mortos.

Erro de navegação derruba avião nos Andes

Na sexta-feira, 13 de outubro de 1972, um erro de navegação fatal transformou uma viagem de rotina em uma das mais impactantes tragédias aéreas da história. O turboélice Fairchild FH-227D da Força Aérea Uruguaia, identificado como voo 571, enfrentou condições climáticas desafiadoras que alterariam para sempre o destino de seus ocupantes.

Como o voo 571 desviou da rota prevista

A aeronave decolou de Mendoza às 14h18, após uma escala forçada devido ao mau tempo. O plano de voo original previa uma rota em forma de “U” ao redor da Cordilheira dos Andes – primeiro em direção ao sul até o VOR de Malargüe, depois para oeste cruzando a cordilheira, e finalmente ao norte rumo a Santiago. Entretanto, o copiloto, Tenente-Coronel Dante Lagurara, cometeu dois erros cruciais: virou para oeste muito antes de chegar ao ponto de navegação previsto e, posteriormente, iniciou a curva para o norte prematuramente.

O voo 571 estava sob instrumentos devido à cobertura de nuvens. Às 15h21, a tripulação reportou erroneamente sua posição ao controle de tráfego chileno, afirmando que sobrevoariam Curicó em um minuto. Baseado nesta informação incorreta, o controle autorizou a descida de 5.500 para 3.500 metros. A tripulação não considerou adequadamente os fortes ventos de proa que retardaram o progresso da aeronave, estando na realidade cerca de 50 km ao norte de onde acreditavam estar.

Quem eram os passageiros a bordo do voo 571

Dos 45 ocupantes do voo 571 da força aérea uruguaia, 40 eram passageiros e cinco tripulantes. A maioria dos passageiros pertencia ao time de rúgbi uruguaio Old Christians Club, composto por ex-alunos do colégio católico Stella Maris. Além dos 19 jogadores, viajavam amigos e familiares, todos rumo a Santiago para uma partida amistosa contra o time chileno Old Boys.

A tripulação era experiente – o comandante, Coronel Júlio César Ferradas, contava com mais de 5.100 horas de voo e havia cruzado os Andes 29 vezes anteriormente. O copiloto Dante Lagurara, embora experiente, estava em treinamento para aquele tipo de missão.

Por que o avião caiu no Vale das Lágrimas

Às 15h34, aconteceu o primeiro impacto a 4.200 metros de altitude. A aeronave atingiu um pico sem nome (posteriormente batizado como Monte Seler), danificando inicialmente a cauda. Momentos depois, a asa direita se desprendeu e foi arremessada para trás com força, cortando o estabilizador vertical. Na sequência, a asa esquerda também se separou, e uma das hélices cortou a fuselagem.

O que restou da aeronave deslizou por 725 metros em alta velocidade pela encosta íngreme, até finalmente parar em um banco de neve a 3.570 metros de altitude, em uma área posteriormente batizada como “Glaciar de las Lágrimas” ou Vale das Lágrimas.

Do impacto inicial, 33 pessoas sobreviveram, algumas com ferimentos graves. O erro de navegação fatal, que comprimiu mentalmente um trajeto de 11 minutos em apenas três, havia sentenciado todos a uma luta pela sobrevivência nas condições mais extremas imagináveis.

Sobreviventes do voo 571 enfrentam condições extremas

Sobreviventes do voo 571 enfrentam condições extremas
Image Source: The Today Show

Após o impacto inicial, os 33 sobreviventes do voo força aérea uruguaia 571 enfrentaram condições extremas a mais de 3.500 metros de altitude, onde as temperaturas caíam abaixo de zero. O ar rarefeito e as nevascas intensas tornaram a sobrevivência um desafio constante.

Como improvisaram abrigo e derreteram neve para beber

A fuselagem danificada tornou-se um abrigo improvisado contra o frio brutal. Os sobreviventes utilizaram capas de assentos como cobertores e criaram um grande “saco de dormir” com material dos dutos de aquecimento do avião. Para proteger os olhos, fabricaram óculos de sol com plástico da cabine.

A sede representava um sofrimento ainda maior que a fome. Adolfo Strauch desenvolveu um método para obter água usando placas de alumínio dos assentos: dobrou-as em forma de funil e, sob o sol do meio-dia, derretia a neve. Posteriormente, Antonio Vizintín encontrou uma lata de lixo metálica, apelidada de “máquina infernal de fazer água”, aumentando consideravelmente a produção.

O que restava de comida no avião

Os sobreviventes dispunham apenas de algumas barras de chocolate, lanches variados e um garrafão de vinho. Estes suprimentos foram divididos em porções mínimas, mas rapidamente se esgotaram.

Como lidaram com ferimentos e doenças

Muitos sofreram ferimentos graves, incluindo pernas quebradas. Um estudante do segundo ano de medicina improvisou talas com peças recuperadas da aeronave. Alvaro Mangino, com a tíbia e fíbula quebradas, teve os ossos reposicionados por Roberto Canessa e permaneceu 72 dias suspenso em uma rede improvisada. A desidratação severa causou urina preta em alguns sobreviventes.

Grupo decide comer carne humana para sobreviver

Após semanas isolados nos Andes, sem comida, sob temperaturas extremas e com feridos graves, os sobreviventes chegaram a um ponto limite. Toda a comida levada no avião havia acabado, e não havia qualquer sinal de resgate. A realidade impôs uma escolha impensável: ou encontravam uma nova forma de se manter vivos, ou morreriam.

A decisão não surgiu de imediato. Foi um processo lento, marcado por silêncio, medo e reflexão profunda.

Como foi tomada a decisão coletiva

A escolha foi debatida abertamente entre os sobreviventes. Não houve imposição. Cada pessoa precisou lidar com seus próprios valores, crenças religiosas e limites morais. Muitos eram profundamente religiosos e enxergavam o ato como algo espiritualmente perturbador.

A decisão final foi coletiva e baseada em um consenso: utilizar os corpos daqueles que já haviam falecido no acidente ou devido às condições extremas, sempre com respeito e como último recurso. Para eles, não se tratava de violência, mas de sobrevivência em uma situação sem precedentes.

Relatos dos primeiros momentos do canibalismo

Os relatos posteriores indicam que os primeiros momentos foram extremamente difíceis emocionalmente. Houve resistência, choro e sensação de culpa. Alguns demoraram dias até conseguir se alimentar, enquanto outros se sentiam fisicamente incapazes de continuar sem energia.

Nada foi feito de forma impulsiva. O ato foi tratado com seriedade, silêncio e respeito, sempre lembrando que aquelas pessoas haviam sido amigos, colegas e familiares.

Impacto psicológico e espiritual nos sobreviventes

O impacto psicológico foi profundo. Muitos relataram sentimentos de vergonha, medo do julgamento externo e conflitos internos duradouros. Ao mesmo tempo, alguns encontraram uma forma de resignificar a experiência, enxergando o ato como uma troca involuntária de vidas: os que partiram permitiram que outros sobrevivessem.

Espiritualmente, vários sobreviventes afirmaram que passaram a ver a situação como um sacrifício extremo, algo que só foi possível por estarem completamente isolados do mundo.

Expedição de resgate muda o rumo da história

Expedição de resgate muda o rumo da história

Após mais de dois meses nos Andes, dois dos sobreviventes decidiram tentar o impossível: cruzar a cordilheira a pé em busca de ajuda, sem saber exatamente onde estavam.

Essa decisão mudaria tudo.

Como Canessa e Parrado cruzaram os Andes

Fernando Parrado e Roberto Canessa partiram em uma caminhada extremamente arriscada, enfrentando neve, altitude, fome e exaustão. Sem equipamentos adequados, eles caminharam por dias acreditando, inicialmente, que já estavam próximos de áreas habitadas — algo que depois descobriram ser um erro de cálculo.

Mesmo assim, continuaram avançando, motivados pela responsabilidade de salvar os que ficaram para trás.

O encontro com Sergio Catalán

Após cerca de dez dias de caminhada, os dois avistaram um homem do outro lado de um rio: Sergio Catalán, um camponês chileno. Como o barulho da água impedia a comunicação verbal, eles escreveram um bilhete explicando que vinham de um avião caído e que ainda havia sobreviventes presos nas montanhas.

Esse encontro foi o primeiro contato com o mundo exterior desde o acidente.

Como os helicópteros chegaram ao local do desastre

Após o alerta, as autoridades chilenas organizaram uma operação de resgate. Helicópteros conseguiram localizar os destroços do avião e, em dois dias, resgatar os sobreviventes restantes.

O mundo ficou chocado ao descobrir que 16 pessoas haviam sobrevivido por 72 dias em uma das regiões mais hostis do planeta.

A tragédia do avião nos Andes não é apenas uma história de desastre aéreo, mas um retrato extremo da resistência humana, das decisões morais sob pressão absoluta e da vontade de viver.

O que aconteceu ali desafia julgamentos simples. Em vez disso, a história permanece como um dos maiores exemplos de sobrevivência já registrados — um lembrete de até onde o ser humano pode ir quando não existe outra escolha. Os relatos do voo 571 surpreenderam o mundo inteiro.

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